Sobre o Elemento Água: Entrelaçamento de Signos e seus Regentes (Luminares e Planetas) e Casas Astrológicas





SEU LIVRO DE VIDA

Quase tudo o que você quer saber
 sobre Astrologia da Alma e do Auto-Conhecimento
Em 22 Capítulos/Volumes
© 2008 Janine Milward


Capítulo 5

Elementos
Qualidades
Gêneros

Entrelaçamento de Signos e seus Regentes (Luminares e Planetas) 
e Casas Astrológicas
com Elementos, Qualidades e Gêneros:

Sobre o Elemento Água:

Fundo do Céu e Casa Quatro - Câncer - Lua
Casa Oito - Escorpião - Plutão
Casa Doze - Peixes - Netuno

O Elemento Água nos traz sempre a interiorização plena que permite acontecer os vários ciclos de vida, desde seu princípio primordial em sua simplicidade até a criação dessa mesma vida e a integração, o fusionamento de todas as vidas e finalmente, a conclusão de todos esses ciclos, de todas essas vidas, preparando, em dormência, esses ciclos diversos para que tenham seus novos começos.

Sendo assim, é dentro do Elemento Água que vamos encontrar a noção básica da única lei real da Criação: a Eterna Mutação.

A vida começa a partir da água que cai no Planeta através dos pingos da chuva.  Essa água acaba formando olhos de água, filetes de água avolumados em poças que são extrapoladas e começam a formar pequenos regatos que vão recebendo mais e mais água até que se transformem em rios, formando lagos ao longo do seu caminhar sem em busca dos lugares mais baixos e sempre contornando todos os obstáculos, recolhendo as águas usadas por toda a Criação, e levando as águas dos rios e dos esgotos a se espalharem mar adentro, todas essas águas sendo fusionadas nos oceanos e de lá novamente sendo transformadas e evaporadas para formarem nuvens que se fusionarão e se friccionarão produzindo novas chuvas - e assim o ciclo de vida permanece sempre, dentro de sua eterna mutação.

A simples água do começo de vida é traduzida pelo signo de Câncer.  A  água que já é usada e depois expelida pela Criação e pela natureza, é traduzida pelo signo de Escorpião.  Finalmente, a água plenamente fusionada e indiferenciada, despersonalizada inteiramente, formando mares e oceanos sempre traduzindo a cor do céu, vem através dos Peixes.

Também é importante que percebamos que dentro do Elemento Água , todas as suas energias são pertencentes ao Gênero Yin, feminino. 

Quanto às Qualidades, encontraremos o Fundo do Céu e a Casa Quatro e o signo de Câncer em Cardinal; a Casa Oito e o signo de Escorpião  em Fixo; e a Casa Doze e o signo de Peixes em Mutável.

De qualquer forma, mesmo dentro de Qualidades diferenciadas, sempre veremos que o Água dá início a um novo ciclo: Câncer vai significar as nossas raízes planetárias como um todo - depois que o ser teve seu real começo, sua implantação planetária e sua descoberta do seu uso de mente e mãos, em Áries, Touro e Gêmeos - , dando seguimento para a introdução das famílias e suas heranças e seus nomes e seus filhos, seus herdeiros, já dentro do signo do Leão.  Tudo isso acaba sendo sintetizado em qualidade de trabalho e de serviço entre os seres dentro do signo de Virgem que se prepara para seu Encontro com seu Outro, abrindo sua socialização e terminando seus ciclos pessoais e individuais, já adentrando o signo de Libra e a Casa Sete.

Escorpião traz a fixação de todas essas questões através da substanciação desse enlace do ser pessoal e individualizado ao seu Outro, que acontece em Libra. Essa substanciação do Escorpião vai se apresentar através da realização desse enlace trazendo o fruto do mesmo: a união do óvulo e do espermatozóide que revelam uma nova vida.  Sendo assim, em Escorpião a vida encontra seu Revirão e realiza seu seguimento, preparando os seres mais e mais para suas comunicações e inter-relações coletivas, em Sagitário.  A real concretização da Sociedade se dá em Capricórnio e é usufruída e trabalhada humanitariamente e planetariamente em Aquário.

Finalmente, encontramos o final do ciclo dessa longa vida que começou em Áries, onze signos atrás, e esse final nos revela o fusionamento amplo total e irrestrito do todo e do nada e do tudo, em Peixes, trazendo uma certa dormência para a vida como um todo, como se fosse um inverno mesmo que terá sua renovação de vida apenas quando começar a primavera, já dentro do fogoso signo ariano.


Fundo do Céu e Casa Quatro - Câncer - Lua

No caso do Fundo do Céu e da Casa Quatro, vamos encontrar nosso começo e nosso final de vida no sentido familiar e de enraizamento de nossa vida planetária.  Eu diria que dentro do Fundo do Céu implantamos nossos pés e verticalmente, buscamos nossa realização planetária através de nossa cabeça buscando o Meio do Céu, lugar oposto e complementar.  Sendo assim, o Fundo do Céu e o Meio do Céu, em Câncer e em Capricórnio, vão apresentar o processo de erguimento do homem, aquele que usa conscientemente sua  mente, mantendo-se em seus dois pés de forma vertical, sempre com a cabeça para o alto.

Dessa maneira, o ser tem suas raízes familiares - nucleares ou não - e tem seus primeiros anos de vida e seus anos finais de vida.  Dentro da forma de se colocar as 24 horas dentro das Doze Casas Astrológicas, teremos cada duas horas fazendo parte de uma Casa e isso acontecendo em sentido horário.  Sendo assim, o Fundo do Céu marcaria o exato momento entre a meia-noite do dia anterior e o zero minuto do dia posterior e a Casa Quatro marcaria as duas horas anteriores ao final do dia, entre 22:00 e 23:59 hs.  É por isso que se diz que o Fundo do Céu marca o começo real e o final real de todas as coisas, de forma objetiva, enquanto a Casa Doze marca essas mesmas questões - inclusive o antes do começo e o antes do final - porém de forma mais subjetiva, o como realizamos nossas raízes, tanto pessoais como também, dependendo do signo, sociais e planetárias.

É certo que também a Casa Quatro, sendo relativa ao signo de Câncer e regida pela Lua, o arquétipo da mãe, vai falar sobre nossa família como um todo e fundamentalmente, deverá falar sobre nosso pai ou nossa mãe, ou seja, sobre quem estará mais próximo à nossa formulação familiar e de raízes.

E por essa mesma razão, a Casa Dez, sendo relativa ao signo de Capricórnio e regida por Saturno, o arquétipo do pai encarnado, vai falar sobre nossa família pública e social como um todo e fundamentalmente, deverá falar sobre nosso pai ou nossa mãe, ou seja, sobre quem estará mais próximo à nossa participação familiar dentro do núcleo público e profissional e social.

É certo também dizermos que os signos que se fusionam com nosso Fundo do Céu e nossa Casa Quatro vão apresentar suas diferenciações, bem como seus regentes e onde se encontram e também os planetas ou luminares que se inserem nesses lugares acima mencionados.

No caso do signo de Câncer, poderemos perceber uma extensão ainda maior acerca dos arquétipos envolvidos além dos já descritos acima para o Fundo do Céu e a Casa Quatro, seus lugares correlatos e naturais.

Câncer é um signo de extrema e simples simplicidade, essencialidade, sentimento, emoção, imaginação, psiquismo, interiorização.  Tudo isso acontece de forma extremamente simples.  É interessante se dizer isso, mas eu penso que Câncer e Áries são muito semelhantes nesse sentido, no sentido de suas simplicidades tão explícitas - bem  mais explícita em Áries que é um signo inteiramente explícito e exteriorizado e de Elemento Fogo...., do que em Câncer que é um signo inteiramente implícito e interiorizado e de Elemento Água.  Mas eu digo que ambos são semelhantes em suas simplicidades, em suas transparências, em suas formas de ser mais intuitiva, mais ardente interiormente e agida exteriormente, Áries dentro do elemento Fogo e Câncer dentro do elemento Água.  Existe uma intensidade psíquica em ambos apenas que esse psiquismo é atuado de maneira diferenciada através do Fogo ariano e da Água canceriana.

Nesse caso também poderemos dizer que Áries acaba sendo mais explícito por ser direto e incisivo e combatente, exteriorizado.  E Câncer acaba sendo menos explícito por se fechar em copas, reverter sua ação direta e incisiva para dentro de si mesmo, ficar em sua concha, fabricando suas pérolas.

Então, o signo de Câncer, por estar em sua concha - e mesmo que faça parte de um mundo de outras conchas... -, fica fabricando suas pérolas, ou seja, expande seu mental adquirido em Gêmeos, o signo anterior, e fusiona esse mental, que bom, à sua imaginação plena, às suas visões interiores adquiridas dentro do seu mundo plenamente interiorizado.

É por isso então, que o signo de Câncer é tão ligado à Lua como mãe, aquela que traz em seu ventre, seu filho, que haverá de nascer e ter sua identidade essencial já dentro do próximo signo, em Leão.

O ventre em si é considerado dentro do signo de Peixes.  Porém a maternalização, a maternidade em si já faz parte do signo de Câncer.  A união do óvulo com o espermatozóide aconteceu dentro da união das duas pessoas, em Escorpião, o fusionamento dos seres e sua conseqüente reprodução.

Sendo Câncer um signo de maternalização e de aninhamento e de alimentação primordiais, é também um signo de compreensão das coisas para bem além do mental: a mãe sente o que seu filho sente.  Aliás,  a expressão Eu Sinto bem nos fala sobre o signo de Câncer, sem dúvida alguma.  Existe um sentir, existe um sentimento que nem sempre pode ser exteriorizado em palavras mentais e sim em imagens que posteriormente poderão ser traduzidas em algum tipo de expressão de comunicação, fusionando então, a mente geminiana do signo anterior, com a capacidade de criação leonina, do signo posterior.  No entanto, o germe de tudo, a raiz da criação, encontra-se dentro do signo de Câncer.

Enfim, todas essas questões cancerianas poderão ser vivenciadas por nós dentro das Casas onde esse signo mora em nosso mapa astral natal, nosso Risco do Bordado.

No caso da Lua, vamos encontrar o arquétipo do feminino maior em nossa vida traduzido através a figura da mãe.

É interessante percebermos que a figura da mãe é uma sua e traduzida pela Lua.  O arquétipo do pai, no entanto, pode ser visto de duas maneiras, através de duas traduções do mesmo: primeiramente teremos o pai encarnado que será vivenciado por Saturno, o bom regente do Capricórnio, signo oposto e complementar ao Câncer e que vivencia natural e correlatamente o Meio do Céu e a Casa Quatro.  Em segundo lugar, teremos o Sol, nosso arquétipo masculino maior, bom regente do signo do Leão, a verdadeira Criação.

Então, através da Lua poderemos ver nossa Alma realizando sua encarnação através de nossa mãe unida ao nosso pai encarnado, Saturno, porém trazendo consigo nosso Espírito, através do nosso Sol.

Trocando em miúdos: na Lua poderemos ver Maria.  Em Saturno, São José.  No Sol, Deus e o Filho de Deus, ou seja, nós, a Criação.

Todas as questões acima mencionadas sobre o Fundo do Céu e a Casa Quatro e o signo de Câncer poderão ser adicionadas à Lua, sem dúvida alguma.  Porém, fundamentalmente, devemos ver a Lua como nossa Alma que desce à encarnação através de Áries, que busca um ventre materno através de Câncer, que encontra com seu Outro, em Libra e que faz parte da Sociedade como um todo, em Capricórnio - todos signos de Qualidade Cardinal, cada um dentro de um dos quatro elementos.

Nossa Lua, nossa Alma traz consigo para esta encarnação o arquétipo do Criador através do nosso Sol e tudo isso fica materializado em nós através de nosso Ascendente, nossa encarnação planetária.



Casa Oito - Escorpião - Plutão

No caso da Casa Oito, vamos encontrar o lugar do Revirão de Vida.  Esse conceito pode ser compreendido se bem olharmos para a figura do número 8:

8

Dentro dessa figura poderemos observar que existe uma linha contínua, que ora parece estar interiorizada e ora parece estar exteriorizada.  É o Eterno Retorno, que nos apresenta ora a aparente vida e ora a aparente morte.  É por isso que se diz que a Casa Oito é um lugar de morte.

Porém essa aparente morte existe sim sempre que a aparente vida parece se renovar: um homem e uma mulher se encontram em Casa Sete e em Libra e ao se fundirem plenamente um no outro através do ato sexual, cada um perde sua personalidade e sua identidade e formam, unidos, uma nova personalidade e uma nova identidade através do filho que deverá acontecer, nascer, nove meses depois, já dentro do Fundo do Céu e da Casa Quatro e do signo de Câncer, através da Lua!

Dessa forma, poderemos sempre nos referir à Casa Oito como o lugar do Revirão de Vida, sem dúvida alguma.

No entanto, por estarmos já falando da parte social de nossa Mandala Astrológica, aqui encontraremos nosso Outro que já assumiu sua personalidade no signo anterior e na Casa anterior, Libra e Casa Sete, e que dentro de sua vida de implementação de raízes e fundamentações planetárias, haverá de ter sua Casa Dois onde exercerá seus  talentos naturais para ir ganhar sua substanciação dessa mesma vida, ganhar seu dinheiro, sua riqueza.

Então, sempre poderemos ver a Casa Oito também como a área referente à riqueza do nosso Outro.

Essa riqueza, porém, não apenas se situa dentro das mãos do nosso Outro direto e incisivo e pessoal, ela pertence a todos os nossos Outros, à natureza planetária, a todos os seres.  Sendo assim, é uma riqueza social a qual podemos ou não compartilhar.  Por exemplo: Minas Geraes sempre foi uma terra considerada idealmente riquíssima por possuir minas e minas de ouro e de pedras preciosas várias!  Essa é uma riqueza contida dentro da Casa Oito, uma riqueza pertencente à natureza e que o homem adota como riqueza de bens.  Essa riqueza de bens sempre acaba trazendo consigo a questão do Poder, outro arquétipo extremamente importante que existe dentro da Casa Oito: o Poder.

Também porque a Casa Oito é correlata à Água, e essa água é usada por todos na natureza e pelos seres, deverá ser expelida e conduzida através dos esgotos até se esgotar no mar e se fundir com todas as outras águas indiferenciadas que lá moram.

Em termos de sensibilidade psíquica e de percepção da vida como um todo, tudo isso não somente traz riqueza e poder à Casa Oito como também muito, muito, muito conhecimento.  Apenas que sempre que tratarmos de Casa Oito e de Escorpião e de Plutão, estaremos mencionando riquezas que nem sempre são apresentadas publicamente, ao contrário, são conservadas distanciadas dos olhares de todos, pertencendo normalmente a apenas alguns segmentos da Sociedade - daí o Poder.

Certamente, tudo isso acabará sendo extraído e desvendado e trazido ao conhecimento público e bem desvendado através de Sagitário e da Casa Nove e de Júpiter, sem dúvida alguma.

É certo que os signo que moram em nossa Casa Oito vão falar, dentro de suas próprias maneiras, como agimos as questões acima mencionadas.

No caso do Escorpião, veremos as questões acima mencionadas todas bem incluídas na descrição desse signo e também poderemos usar esses arquétipos todos nas áreas de Casas astrológicas onde esse signo habita em nosso mapa astral natal, nosso Risco do Bordado.

É preciso também mencionarmos o fato de que sempre o lugar onde o Escorpião mora em nosso mapa e dentro dos Planetas que ali habitam, é o lugar onde sofreremos nossas maiores mutações, transformações, em nossa vida.  É sempre o lugar onde haveremos de realizar nossos  Revirões entre consciente e inconsciente.

No caso do Plutão, veremos todas as questões acima mencionadas para a Casa Oito e para Escorpião também funcionando. 

Eu diria também que junto ao Saturno, Plutão pode ser considerado Senhor do Umbral.  Apenas que em Saturno esse umbral existe sim de forma que todos nós possamos realizar e concretizar de forma significativa e bem edificada nossas missões de encarnação, aqui no Planeta Terra.  Se não assim fizermos, ficaremos ainda atados à Roda da Vida Planetária, ou seja, dentro de nossa Mãe-Gaia.

No entanto, em se tratando de Plutão como Senhor do Umbral, ele nos aponta para uma espécie de segundo umbral, eu diria.  Após estarmos em nosso caminho de boa conclusão de nosso Trabalho e de nossa Iluminação dentro do Planeta Terra - viemos aqui para isso -, nos será aberto o Caminho da Liberação.  Liberação significa saída da Roda da Vida, a Samsara, que nos ata ao Planeta Terra para podermos também encarnar em níveis mais elevados, sem dúvida alguma, com maior expansão de mente e de consciência já mais iluminada e infinitizada, em outros Planetas, para além do nosso sistema solar.  É Plutão que nos acena com essa possibilidade, sem dúvida alguma e por isso mesmo ele se torna um Senhor do Umbral.

Acontece porém, que ao longo de nossas encarnações ainda dentro da Roda da Vida dentro do Planeta Terra, o arquétipo de Plutão acaba atuando, por vezes, volta e meia, de forma um tanto implacável, eu diria.  Isso acontece porque em Plutão vamos encontrar nossa necessidade de purgação sim e de purificação sim, em todos os sentidos de resgates de Karmas e de Samsaras, ações e reações em potencial acumulados em nossa vida de hoje e de vidas passadas; de outra forma não estaremos nos orientando em rumo ao nosso segundo umbral, regido por Plutão.

E quando essas purgações e purificações nos acontecem, normalmente elas se apresentam com questões e conteúdos inconsciente - que muitas vezes nos são inteiramente desconhecidos - que nos vêm à consciência para serem ou novamente usados - e bem usados - ou literalmente deixados para trás - junto a tantas outras circunstâncias de nossa vida que precisam também encontrar seus lugares no passado e não mais pertencerem ao presente e menos ainda, ao futuro. 

Da mesma forma, existe conteúdos ou questões que fizeram parte de nossas vidas anteriores e que nessa vida de hoje ainda não foram apresentados - ficaram apenas latentes -, aguardando o momento correto de virem à tona de nossa consciência, para serem atualizados e reusados e renovados em nossa vida atual.  De uma forma geral, essas questões nos são apresentadas quando do tempo da oposição de Urano em trânsito ao Urano natal e do quadrado de Plutão em trânsito com Plutão natal e do quadrado de Netuno em trânsito com Netuno natal.  Normalmente, tudo isso nos acontece do final dos nossos anos trinta até a metade, mais ou menos, de nossos anos quarenta.  A partir de então, a pessoa está pronta para verdadeiramente realizar suas missões terrenas, com a consciência já mais  expandida, assim esperamos.

É por isso então, que dizemos que sempre o lugar onde Plutão está em nosso Risco do Bordado e dentro da maneira de ser do signo onde mora, é nosso lugar de maiores transformações em nossa encarnação, sem dúvida alguma.



Casa Doze - Peixes - Netuno

No caso da Casa Doze, é aqui que iremos encontrar as conclusões, as finalizações dos ciclos de vida, dos menores aos maiores, como um todo.  Sendo assim, nossos eventos de vida, por mínimos que se apresentem, vão sempre estar demonstrados em suas conclusões através dos signos e dos planetas ou luminares ou pontos e regentes, etc, inseridos nesse lugar.

Dessa  forma, também veremos as finalizações das questões do nosso dia-a-dia, nosso tempo de dormir e outras finalizações de ciclos mais longos e finalmente, nossa finalização de vida ou tempo pré-finalização de vida.

E também, certamente, poderemos ver dentro da Casa Doze nosso tempo de pré-começo de nossa vida, o tempo acontecido em nossa vida familiar ou planetária antes da nossa vida à encarnação, nosso tempo dentro do útero materno.

E andando passos mais retroativos ainda, poderemos ver dentro de nossa Casa Doze também questões relacionadas à nossa última vida ou conclusões fusionadas de várias de nossas vidas passadas que serão, de alguma forma, revivenciadas dentro de nossa vida atual.

Então, a Casa Doze é sempre considerada um imenso e infinito reservatório de vida já vivida e de vida a ser novamente vivida, em eterna mutação.  Tanto pode nos falar de nosso tempo de descanso, de nosso tempo de sono, como de nosso tempo intra-uterino ou mesmo de nosso tempo entre a vida anterior, dentro da chamada morte, em outros planos de chamada vida, até o começo de nossa vida atual.

É por isso que temos dentro da Casa Doze o arquétipo dos Peixes e de seu regente, Netuno.  Todas essas questões é como se fossem um imenso mar: mar da Terra, mar do Céu, mar da Criação, mar do Mundo da Manifestação, mar do Mundo da Não-Manifestação.

Dentro do mar, todas as águas da vida são inteiramente despersonalizadas.  Aquele pingo de chuva inicial, que vimos em Câncer e que vimos formando as águas sócias e sendo expelidas socialmente em Escorpião, tudo correu como água sempre indiferenciada e conjunta para o mar e dentro do mar e dos oceanos, essa indiferenciação e essa fusão atingem seu grau de plenitude.

Portanto, a Casa Doze é um lugar de finalizações, sim, porém nem sempre podemos dizer quando e como essas finalizações acontecem....  Da mesma forma que nem sempre podemos dizer quando e como esse mesmo pingo de água haverá de ser evaporado, subindo ao céu e transformado em nuvem e novamente caindo como pingo de água sobre a terra, em chuva bendita...

Assim, a Casa Doze nos traz a infinitude de todas as questões.  Sabemos sim, que tudo na vida passa e que passa realizando seu eterno retorno, sua eterna mutação.  E sabemos que tudo na vida tem seu fim aparente e seu começo aparente - embora saibamos que tudo sempre pertence à eternidade do Criador, que não tem começo nem fim.  A Criação é apenas Maya, apenas um reflexo em duração de tempo da continuidade infinita de tempo do Criador.

É por isso que sempre que se trata de nossa Casa Doze, a gente tem uma certa dificuldade em dar conclusões, trazer términos às nossas questões.  Fundamentalmente, não queremos morrer e mal pensamos na morte ao longo de toda nossa vida.... até que morremos.  Para renascermos.
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Não poderíamos seguir adiante sem mencionarmos o eixo que, a meu ver, é o mais relativo ao nosso Planeta Terra e o porquê de aqui encarnamos: Casa Seis e Casa Doze.

Dentro da Casa Seis, encontramos com o Trabalho que temos que realizar na Terra.  Nosso Planeta, nossa Mãe-Gaia, é um lugar de Trabalho.

E certamente, nosso Planeta, nosso Mãe-Terra, é um lugar de Iluminação.  E essa Iluminação pertence à Casa Doze à medida que o Trabalho da Casa Seis é bem executado.

Sabemos que a Terra é um lugar extremamente propício para a vida, para a encarnação.  E sabemos que Luz é Matéria.  E não conhecemos lugar melhor de matéria, de materialização, do que nosso Planeta Terra.

Sendo assim, é aqui que trabalhamos entre nós, entre todos os seres e é aqui também que iluminamos e mais: é aqui que nos liberamos.  Tudo isso porque a Terra é um Planeta de matéria e luz é matéria e a matéria pressupõe trabalho e também pressupõe luz e luz pressupõe iluminação.

Dessa forma, é muito comum que os lugares mais transcendentes, mosteiros e Ashrams aconteçam dentro da energia da Casa Doze bem como é muito comum que os grandes mestres ali tenham o posicionamento de seus Sóis, seus Espíritos encarnados.


No caso do signo dos Peixes, poderão ser incluídas todas as questões acima mencionadas, sem dúvida alguma.

Porém, também temos a mencionar ainda outras questões:

Fundamentalmente, será sempre dentro do signo de Peixes que encontraremos a energia da verdadeira  compaixão.  E certamente também a Casa Doze através dos signos que nela habitam e dos planetas ou luminares ou pontos que nela moram vão nos indicar como esse ato de compaixão pode vir a ser exercido por nós.

É bom nos lembrar que compaixão não quer dizer ter pena.  Compaixão quer dizer ação, verdadeira ação em relação à natureza como um todo, à Criação e aos outros seres.

O Bodhisatwa é o verdadeiro ser de compaixão.  Este ser já poderia inclusive encarnar em Planetas mais avançados e mais transcendentes mas promete continuar encarnando dentro do Planeta Terra até que a última alma possa também transcender a Roda da Vida planetária.

Também em Peixes vamos encontrar outras formas de podermos exercer o arquétipo plural de maior transcendência, de maior objetividade.

Podemos fazer isso através de nossa dedicação à arte, como um todo; através de nossa dedicação ao espírito, como um todo; através de nossa dedicação à espiritualidade e à religiosidade.

Sempre que falamos em Casa Doze e em Peixes e em Netuno, estaremos tratando de um certo afastamento, de uma certa reclusão, de um certo sentimento de solidão ou de estar solitário, ou só, de uma interiorização plena, sem dúvida alguma.

Porém essas questões poderão ser pesadas ou não, tudo dependendo dos resgates de Karmas e Samskaras - ações e reações em potencial - e também de nosso livre-arbítrio.

Ainda sobre a Casa Doze e sobre os Peixes e sobre Netuno, poderemos quotar:

Paramahansa Yogananda stated that "seclusion is the price of greatness".
O Iluminado Yogananda nos disse: a reclusão é o preço da grandeza.

"some pain is inevitable; suffering is optional".
Alguém teria dito: Alguma dor é inevitável; o sofrimento é opcional.

"that which we do not face in the unconscious, we will live as fate"
Jung nos disse: Aquilo que não podemos perceber dentro do inconsciente, viveremos como destino.

Tudo isso nos diz que em se tratando de Casa Doze e de Peixes e de Netuno, a reclusão  e o estar sozinho realmente nos acontece, a dor acontece, o sofrimento pode acontecer, o inconsciente acontece e deve ser conscientizado para não nos tornarmos marionetes desse mesmo inconsciente.

Sendo assim, em Peixes veremos a oportunidade de transcendermos a objetividade da vida e de a vivermos de forma mais subjetiva, sim.

Ao mesmo tempo, esse mesmo signo de Peixes pode nos toldar a visão, nos levando ao escapismo, à ilusão e à desilusão, à confusão, à nebulosidade da compreensão, à adição às  drogas de forma geral para se adentrar o mundo dos sonhos, da pretensa ou suposta transcendência.

Peixes é um signo de intensíssima sensibilidade, fusionando em si mesmo não somente todas as questões arquetípicas existentes nos onze signos anteriores como também, em relação aos signos do Elemento Água, em Peixes essa intensíssima sensibilidade alça vôos infinitos e iluminados - trazendo em si a imaginação fértil e o psiquismo cancerianos e a compreensão e sabedoria aprofundada de Escorpião.

É no entanto sempre imperioso dizermos que os signos nos apresentam através de seus arquétipos mais simpáticos como também através de seus arquétipos menos simpáticos.

No caso dos Peixes, veremos que a escalada ao Céu é certa...., da mesma maneira que a queda aos mundos ínferos também...

No caso de Netuno, veremos que sempre que o lugar onde temos o Netuno em nosso mapa astral natal, nosso Risco do Bordado, é o lugar onde podemos obter a subjetividade máximo dentro de nossa objetividade, é o lugar onde encontraremos pessoas ou agiremos dentro da verdadeira compaixão.... e também dentro dos aspectos menos simpáticos ou mais simpáticos da Casa Doze e do signo de Peixes, acima mencionados.

Também quando se trata de Casa Doze e de Peixes e de Netuno, temos que falar da perda.  Essa perda realmente existe se a virmos como perda objetiva, de questões concretas da vida.  Nesse caso, essa perda existe.

No entanto, se virmos essa perda como algo subjetivo, compreenderemos que tudo, tudo, tudo, na vida e na Criação é apenas Maya.  E Maya não é simplesmente, como a chamam normalmente, uma ilusão.  Não.  Tudo existe mas não existe: isso é uma perda da objetividade para adentrarmos a subjetividade. Isso é verdadeira Maya.

Então, ao vermos o posicionamento de Netuno dentro do signo que mora  em nosso mapa astral natal, estaremos voltados para alguma perda, sem dúvida alguma, sem dúvida alguma.  No entanto, essa é uma perda objetiva e não subjetiva.  E apenas existe a subjetividade: toda a objetividade advém da subjetividade.  O Mundo da Manifestação advém do Mundo da Não-Manifestação.  E o Mundo da Não-Manifestação é criado, através de Prakrti e Maya, pelo Tao da Criação.

Tudo apenas espelha - em manifestação de luz e não-luz : Maya - o Tao da Criação.



Com um abraço estrelado,
Janine Milward

O homem se orienta pela terra
A terra se orienta pelo céu
O céu se orienta pelo Tao
E o Tao se orienta por sua própria natureza

Lao Tse


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