SEU LIVRO DE VIDA
Quase tudo o que você quer saber
sobre Astrologia da Alma e do Auto-Conhecimento
Em 22 Capítulos/Volumes
© 2008 Janine Milward
Capítulo 5
Elementos
Qualidades
Gêneros
Entrelaçamento de Signos e seus Regentes (Luminares e Planetas)
e Casas Astrológicas
com Elementos, Qualidades e Gêneros:
Sobre o Elemento Ar:
Casa Três - Gêmeos - Mercúrio - Vulcano
Descendente e Casa Sete - Libra - Vênus
Casa Onze - Aquário - Urano
janine milward
Casa Três - Gêmeos - Mercúrio
Sempre tudo aquilo que é
relativo ao Ar nos traz o movimento de inter-ação entre a mente pessoal e a
mente social e coletiva e planetária; nos traz a simples inter-ação entre a
natureza em si, dentro da Criação.
Também é importante que
percebamos que dentro do Elemento Ar,
suas energias são pertencentes ao Gênero Yang, masculino.
Quanto às Qualidades,
encontraremos a Casa Três e Gêmeos em Qualidade Mutável; encontraremos a Casa
Sete e Libra em Qualidade Cardinal; encontraremos a Casa Onze e Aquário em
Qualidade Fixo.
De qualquer forma, mesmo
dentro de Qualidades diferenciadas, sempre veremos que Gêmeos e Mercúrio vão
nos doar a mente e sua expansão e comunicação pessoais, sua movimentação no
mundo ao seu redor, sua locomoção, seus familiares mais próximos, seus
vizinhos, sua tribo. Em Libra, tudo se
torna mais socializado e plural, os casamentos acontecem, as associações se
formam, é um lugar de Encontro com o Outro.
Em Aquário, esse encontro já alcançou todo o Planeta, o sistema solar e
o universo, aquilo que havia sido a mente primordial, em Gêmeos e na Casa Três,
ampliou-se dentro dos inter-relacionamentos pessoais e impessoais na Casa Sete
e abrangeu para uma realização planetária e universalizada dentro da Casa Onze.
Sendo assim, a mente é
pessoal em Gêmeos e Casa Três, é socializada em Libra e Casa Sete e é
universalizada em Aquário e Casa Onze.
Casa Três - Gêmeos - Mercúrio
No caso da Casa
Três,
sempre aí estaremos encontrando nosso lugar de descoberta da mente inicial e
pessoal e desenvolvimento da mesma. A
curiosidade do descobrimento de tudo é intensa.
Aqui é nosso primeiro momento - e sempre nosso primeiro momento infinitizado
- de uso de nossa mente, de manifestação de nossa mente, de expressão de
comunicação - qualquer que seja - de nossa mente. Aqui também encontramos e nos comunicamos com
nossa língua original nossa tribo e todos que a ela pertencem e certamente,
antes de mais nada, encontramos com nossa família próxima, nos
inter-relacionamentos vicinalmente, nos movimentamos buscando conhecer cada vez
mais ampliadamente nossos arredores e os conhecimentos novos; estamos sempre
trocando nossas posses com a as posses das outras pessoas que nos rodeiam, é o
comércio que se instala.
É certo, porém, que
teremos sempre que fazer uma boa fusão entre nossa Casa Três e os signos que
nela moram.
No caso do signo de
Gêmeos, é sempre aqui que realizamos nossa mente e todas suas descobertas e
seus desenvolvimentos; nossas trocas e comercializações, nossa comunicação
pessoal com as pessoas mais próximas, nossa movimentação, nossa linguagem,
nossos costumes próprios e familiares e tribais.
É certo, porém que
teremos sempre que fazer uma boa fusão entre o signo de Gêmeos e as Casas
Astrológicas onde ele mora em nosso Risco do Bordado.
No caso do Planeta
Mercúrio, que é considerado o real regente de Gêmeos, vamos encontrar
primeiramente o mensageiro dos deuses e dos homens, que podia ir a todos os
lugares do Olimpo, do céu e da terra e dos mundos ínferos e dos mares nunca
dantes navegados..., que falava todas as línguas, que sabia de tudo e o que não
sabia procurava saber, que fazia o comércio entre as pessoas e os lugares e os
povos.
Mercúrio retrata nossa
mente pessoal que constantemente evolui ao estar em contacto com as demais
mentes.
No caso do
Planetóide Vulcano, estaremos diante do arquétipo do uso das mãos - e certamente esse uso
das mãos é antecedido pelo desenvolvimento da mente e sempre é também
retrabalhado a partir de mais e mais desenvolvimento da mente. Vulcano era o artesão dos deuses e dos homens
e não havia coisa que não soubesse fazer, em sua forjaria.
Então, por exemplo, estou digitando no teclado esse texto, não é
mesmo? é o Vulcano quem me traz esse
arquétipo de movimentação dos dedos e das mãos mas é o Mercúrio quem me traz
esse arquétipo de produção mental pessoal.
É Mercúrio, em mente, quem faz Vulcano movimentar seu artesanato, em
mãos.
Descendente e Casa Sete - Libra - Vênus
No caso do Descendente e da Casa Sete, aqui encontraremos nosso Outro.
Até agora, das Casas Um e Ascendente até a Casa Seis, viemos em tom
pessoal e individual. Existe uma
conclusão de nossa pessoalidade e de nossa individualidade ao concluirmos nosso
lugar de trabalho e de inserção real dentro do servir uns aos outros no Planeta
Terra, acontecido em nossa Casa Seis.
Ao adentrarmos nosso Descendente e nossa Casa Sete, estamos dando lugar
para nosso Outro também exercer e nos apresentar e conosco fusionar sua
pessoalidade e sua identidade - que serão vistas através das Casas Sete até a
Doze. E ao mesmo tempo, essas outras
casas - já sociais e universais - estarão nos falando acerca de nós mesmos
dentro dessa socialidade e dessa universalidade. Já não mais somos apenas pessoais e
individuais, agora seremos sociais e planetários, sem dúvida alguma. Então, esse primeiro encontro, se dá dentro
do Descendente, nosso Outro, e da Casa Sete, nosso Lugar de Encontro com nosso
Outro, de forma mais pessoal ou de forma mais impessoal.
No caso de Libra, vamos encontrar a Balança com seus dois pratos que devem ser realizados
de forma equânime e harmoniosa, sem dúvida alguma. Ao encontrarmos nosso Outro, temos que nos
render ao fato de que não mais somos apenas pessoais e individuais e que temos
agora em diante, que observar e respeitar essas questões em nosso Outro - para
bem vivermos conjuntamente.
Sendo assim, a partir da compreensão dessa harmonia e dessa necessidade
de refinamento da ação e da inter-relação, surge o amor e surge a beleza das
inter-relações e da vida como um todo: meu Outro me apresenta a mim mesmo, me
mostra o amor e me mostra a beleza do Outro.
É certo que o signo de Libra deverá ser fusionado, em seus arquétipos,
com as Casas onde mora em nosso mapa astral natal, nosso Risco do Bordado.
No caso de Vênus, a bela do desejo, aqui a veremos como a bela da sedução em si, sedução
do seu Outro desejado para si, para estar consigo, junto a si, para ser
desejado por si. Vênus então colabora
com essa necessidade de harmonia e de refinamento de ações e inter-relações
mais pessoais ou mais impessoais e colabora intensamente com o surgimento do
amor entre mim e meu Outro e com a beleza que esse mesmo amor cria dentro da vida,
como um todo.
Na Casa Sete e no Descendente e em Libra e em Vênus, sempre estaremos
vendo a relação direta existente entre a Casa Um e o Ascendente e Áries e
Marte. Áries é o começo da personalidade
recém criada que se instala em sua pessoalidade e que obtém sua
individualidade. Em Libra, tudo isso já
está pronto e podemos nos encontrar com nosso Outro. É então tempo de Vênus atrair seu Outro,
Marte, para a realização do desejo de união de ambos.
Casa Onze - Aquário - Urano
Ao
alcançarmos a Casa Onze nos encontraremos não somente direta e incisivamente e
seremos atraídos pelo desejo de união do nosso Outro - questão vista dentro de
nossa Casa Sete.
No caso da Casa Onze estaremos sim
nos encontrando com todo o resto da humanidade, estaremos nos inserindo
grupalmente, comunitariamente, socialmente, humanitariamente, coletivamente,
planetariamente, universalizadamente...
E por isso
mesmo, diante de tal encontro, e já tendo concretizado as questões anteriores
alcançadas em metas planetárias em nossa Casa Dez, poderemos olhar para o
futuro com maior esperança e colhermos os bons - ou não - frutos de nosso
cumprimento de nossas missões de vida.
Poderemos finalmente dizermos a que viemos dentro de nossa inserção
comunitária e planetária, na Terra.
E também é
certo que dentro da Casa Onze estaremos nos conectando com os conhecimentos dos
povos planetários e universalizados, é a síntese dos conhecimentos, é o
futurismo, o avanço dos conhecimentos, o avanço da vida, como um todo.
No caso do
signo de Aquário, poderemos nos integrar a nós mesmos dentro de nosso campo
especial de atuação no Planeta Terra dentro de nossas especificidades bem
construídas e por isso mesmo já tão individualizadas que tendem a serem
apresentadas de forma mais diferenciada - mesmo que pertencentes à coletividade
e ao todo da universalidade planetária.
Em Aquário
poderemos perceber que todos nós somos sóis individuais, sim, porém todos nós
pertencemos a um mesmo conjunto de criação de sóis - por isso somos fusionados
até nos tornamos unos.
E por isso
mesmo, podemos brandir nossa liberdade e nossa igualdade e nossa fraternidade e
podemos usar nossa mente sintetizadora dos conhecimentos no sentido de melhor
usa-la humanitariamente, em direção ao futuro dos povos da Terra e do universo.
No caso de
Urano, o despertador e revolucionário Planeta que gira em torno do Sol
com seu eixo ao contrário...., e que possui uma imensa energização ....,
podemos ver sua atuação em nosso mapa astral no sentido de nos apresentar ao
nosso lugar de maior diferenciação da chamada normalidade e também onde temos
uma maior energia atuante - de tal forma que muitas das vezes as pessoas
uranianas por excelência queimam aparelhos elétricos com uma facilidade
incrível!
Sempre onde
Urano se instala em nosso mapa astral é o lugar onde - por volta de nossos 39 a 44 anos de idade - nossa
vida passa por um imenso Revirão, nos viramos ao avesso e temos a grande
oportunidade de nos tornarmos quem verdadeiramente somos e de ampliarmos nossa
consciência infinitamente e iluminadamente - se assim quisermos.
Em Urano, já
teremos ultrapassado o Umbral comentado em Saturno. Nossas missões planetárias terrestres vêm
sendo de tal forma bem concretizadas que podemos ter a esperança de olharmos
para nossas próximas missões, ainda terrestres, sim, porém já orientadas para o
resto da Criação, para a universalização mais ampla de nossas vidas e das vidas
de nossos tantos e tantos Outros.
Com um abraço estrelado,
Janine Milward

